Pipoca em Foco: Ingrid Guimarães e Mônica Martelli Brilham nas Telonas

As salas de cinema recebem a nova comédia de Susana Garcia, que já atraiu 20 milhões de brasileiros às telonas. “Minha Melhor Amiga” também representa a primeira colaboração criativa entre Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, amigas há mais de 30 anos.

A programação cinematográfica ainda apresenta duas comédias de terror: a produção sul-coreana “Minha Filha É um Zumbi” e o filme trash “O Sorveteiro”. A lista completa de estreias inclui obras que foram aclamadas em festivais. Confira.


 

🎞️ MINHA MELHOR AMIGA

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A comédia nacional traz Clara (Ingrid Guimarães, conhecida por “Minha Irmã e Eu”) e Júlia (Mônica Martelli, de “Minha Vida em Marte”), amigas de longa data que aos 50 anos se deparam com frustrações diversas. Com suas filhas adolescentes, Manu (Giulia Benite, “Turma da Mônica: Laços”) e Isadora (Gabi Amaral), partindo para um intercâmbio em Portugal, a ausência das meninas revela problemas que as duas estavam evitando em casa, no trabalho e nos relacionamentos. Decididas a não ficar no Rio, elas atravessam o Atlântico para transformar a viagem das filhas em uma oportunidade de escapar da rotina.

A chegada à Europa não resulta nas férias familiares ideais. As adolescentes buscam aproveitar sua independência longe das mães, enquanto Clara e Júlia acabam seguindo seus próprios planos por Portugal e Espanha, envolvidos em novos romances e situações que discutem casamento, sexo, carreira e as mudanças físicas e emocionais da maturidade. A amizade entre as protagonistas é o núcleo da narrativa enquanto elas percebem que suas filhas também estão passando por uma fase de transformação.

“Minha Melhor Amiga” é a primeira obra com protagonismo conjunto de Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, que também são amigas fora das telas há mais de três décadas. A trama surgiu das viagens que as atrizes realizaram com suas filhas adolescentes, experiências compartilhadas nas redes sociais. A diretora Susana Garcia (“Minha Irmã e Eu”) permanece na linha da comédia popular após três filmes que juntos ultrapassaram 20 milhões de ingressos vendidos no Brasil.


 

🎞️ MINHA FILHA É UM ZUMBI

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A comédia sul-coreana combina elementos do apocalipse zumbi com drama familiar sob a perspectiva de Jung-hwan (Jo Jung-suk, “Hospital Playlist”), um pai solteiro que treina animais selvagens profissionalmente. Quando um vírus transforma sua filha adolescente Soo-a (Choi Yu-ri, “Alienoid”) em zumbi, ele se recusa a entregá-la às autoridades e foge para Eunbong, onde vive sua mãe (Lee Jung-eun, “Parasita”). Embora a epidemia esteja controlada, a família esconde aquilo que parece ser a última zumbi do país.

Jung-hwan percebe que Soo-a ainda possui lembranças, músicas e hábitos anteriores à infecção. Ele decide aplicar técnicas utilizadas em seus animais na filha. Assim inicia um programa caseiro para evitar mordidas, recuperar comportamentos sociais e despertar memórias. A maior ameaça à sua integração surge na figura de Yeon-hwa (Cho Yeo-jeong, “Parasita”), antiga paixão de Jung-hwan e caçadora oficial de zumbis, que foi forçada a matar seu próprio noivo após ele ser infectado.

Pil Gam-sung (“Hostage: Missing Celebrity”) adapta o popular webtoon de Lee Yoon-chang transformando o gênero em uma história sobre um pai determinado a preservar a humanidade da filha mesmo após sua transformação física. O filme foi extremamente bem recebido na Coreia do Sul: tornou-se a produção sul-coreana mais assistida em 2025, acumulando cerca de 5,64 milhões de espectadores e quase US$ 39 milhões em arrecadação.


 

🎞️ O SORVETEIRO

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O terror cômico dirigido por Eli Roth (“Feriado Sangrento”) transforma uma cidade pacata em um cenário caótico orquestrado por crianças. Um vendedor misterioso de sorvetes (Ari Millen, “Orphan Black”) chega a Bayleen Bay oferecendo uma sobremesa amaldiçoada capaz de mudar o comportamento dos jovens consumidores. Em pouco tempo, os filhos começam a perseguir e matar os adultos usando qualquer objeto à mão.

Jared (Charlie Zeltzer), Tommy (Shiloh O’Reilly) e Mia (Kiori Mirza Waldman) são algumas crianças que não consomem o sorvete maldito e mantêm sua consciência enquanto tudo desmorona ao redor deles. Sem apoio dos colegas e cercados por adultos que também se tornam alvos dos pequenos assassinos, eles tentam desvendar os mistérios do vendedor antes que a violência atinja todos os moradores da cidade. O humor se destaca pela inversão da lógica típica dos filmes slasher: agora são crianças os assassinos enquanto as vítimas precisam descobrir como enfrentá-las.

Roth coescreveu o roteiro com Noah Belson intensificando seu estilo gore já presente em obras como “O Albergue” e “Feriado Sangrento”. No entanto, a recepção internacional foi bastante negativa desta vez. O filme obteve apenas 26% de aprovação no Rotten Tomatoes, com parte da crítica argumentando que as sequências elaboradas de mortes não sustentam o enredo além do choque inicial.


 

🎞️ IDIOTAS

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A comédia americana “Idiotas” acompanha Mark (Dave Franco, “Amores Materialistas”) e Davis (O’Shea Jackson Jr., “Covil de Ladrões 2”), dois homens desesperados que acabam aceitando um trabalho pouco confiável no transporte de pacientes. Sua primeira missão importante é levar Sheridan (Mason Thames, “O Telefone Preto”), um adolescente rico problemático até uma clínica de reabilitação. O que deveria ser apenas uma longa viagem rapidamente se torna complicada quando eles percebem quão difícil é controlar o passageiro.

Sheridan é um influenciador manipulador com recursos suficientes para transformar qualquer inconveniente em uma confusão maior. Entre drogas, acidentes inesperados e decisões ruins cada vez mais frequentes, Mark e Davis perdem o controle da situação enquanto tentam chegar ao destino sem entregar Sheridan às pessoas erradas ou acabar atrás das grades eles mesmos. Kiernan Shipka (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Peter Dinklage (“Game of Thrones”) e Nicholas Braun (“Succession”) aparecem como personagens encontrados pelo caminho.

Macon Blair (“Já Não Me Sinto em Casa Nesse Mundo”) tinha tentado colocar esse projeto em prática desde 2017. A ideia ganhou vida novamente graças ao apoio de Dave Franco, que também atua como produtor junto ao cineasta Jeremy Saulnier.


 

🎞️ PRESSÃO

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O drama britânico ambienta-se nas 72 horas anteriores ao Dia D focando em um fator crucial frequentemente negligenciado nas narrativas sobre a Segunda Guerra Mundial: as previsões meteorológicas. O capitão escocês James Stagg (Andrew Scott, “Ripley”), líder da equipe meteorológica britânica deve avaliar se as condições climáticas permitirão que milhares de navios e aeronaves atravessem o Canal da Mancha para iniciar a invasão da Normandia. Do outro lado dessa decisão está o general Dwight D. Eisenhower (Brendan Fraser, “A Baleia”), encarregado por autorizar essa operação anfíbia histórica.

Os cálculos feitos por Stagg indicam tempestade enquanto os comandantes aliados já se preparavam para atacar – colocando-o na posição delicada de ter que sugerir um adiamento capaz de comprometer meses inteiros planejamento militar. Ele precisa convencer Eisenhower enfrentando resistência dos militares como Bernard Montgomery (Damian Lewis,”Billions”), ciente ainda de que uma previsão errada pode expor os aliados aos alemães ou lançar soldados contra condições marítimas adversas. Eisenhower acaba adiando a operação por 24 horas – decisão historicamente ligada ao sucesso do desembarque.

Anthony Maras (“Atentado ao Hotel Taj Mahal”) roteiriza baseado na peça teatral escrita por David Haig sobre James Stagg. O texto foi apresentado inicialmente no West End londrino e encenado diante da rainha Elizabeth II durante as comemorações dos 75 anos do Dia D. Produzido pela Working Title Films , o longa recebeu críticas favoráveis durante sua exibição internacional inicial.


 

🎞️ GEORGE WASHINGTON

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Este drama histórico americano centra-se na juventude precoce George Washington antes mesmo da independência ou seu papel como presidente dos Estados Unidos. Interpretado por William Franklyn-Miller (“Arrow”), ele aparece como um ambicioso agrimensor virginiano desejoso por uma comissão no Exército britânico mas impedido pela falta das qualificações acadêmicas adequadas exigidas pelos oficiais reais.Oportunidade surge quando consegue ingressar na milícia colonial recebendo missões do vice-governador Robert Dinwiddie (Ben Kingsley,”Magnum”).

As atividades levam Washington à fronteira disputada entre britânicos e franceses onde ações impulsivas do grupo acabam provocando o início da Guerra Franco-Indígena – capítulo norte-americano da Guerra dos Sete Anos.A experiência confronta o jovem oficial às consequências geradas pelas decisões tomadas sem experiência prévia culminando em batalhas junto às tropas lideradas pelo general Edward Braddock (Andy Serkis,”The Batman”). A narrativa foca precisamente nesse período quando Washington ainda lutava sob as ordens britânicas duas décadas antes liderar uma revolta contra elas.

Jon Erwin (“Jesus Revolution”) desenvolveu este projeto buscando explorar uma fase pouco retratada nas cinebiografias do primeiro presidente americano.O longa foi lançado durante as celebrações do jubileu dos 250 anos da independência dos Estados Unidos recebendo críticas mistas – aplausos pela dramatização das batalhas confrontadas na juventude Washington mas críticas pela simplificação excessiva do personagem histórico apresentado.


🎞️ (QUASE) O AMOR DA MINHA VIDA

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A comédia romântica canadense reinventa o clássico “Os Sofrimentos do Jovem Werther”, escrito por Johann Wolfgang von Goethe , ambientando-o contemporaneamente em Toronto.Werther(Douglas Booth,”Mary Shelley “) é um jovem autor rico , impulsivo , despreocupado ,que viaja até à cidade para cumprir uma tarefa imposta pela mãe.O plano logo perde importância assim que conhece Charlotte(Alison Pill,”Star Trek : Picard “) numa festa convencendo-se imediatamente ter encontrado seu verdadeiro amor.Há somente um obstáculo : ela está prestes a casar-se com Albert(Patrick J . Adams,”Suits”).

Werther acredita firmementeque essa união não deve impedir seus esforçospara conquistar Charlotte , decidindo procurá-la apesar dos avisosdo melhor amigo hipocondríaco.A situação complica-se considerandoque Albert não desempenha exatamenteo papel detestável típico duma rivalidade –Werther acaba criando laços amistososcom aquele cujo coração tenta conquistar.Além disso Charlotte responde à aproximação emocional estabelecendo assimum triângulo ondeo dilema principal destoa simplesmente quem ficarácom quem .

O cineasta luso-canadenseJosé Avelino Gilles Corbett Lourenço escreveu edirigiu esta releitura , trocandoo fatalismo presente no romanceoriginalde Goethe pelo formato leve duma comédia romântica moderna.Exibido duranteo Festival Internacionalde CinemaToronto2023,o longa teverecepção majoritariamente positiva obtendo71%de aprovação no Rotten Tomatoes ,ondeas críticas destacam especialmenteo elenco ea forma autoconsciente adotadapara atualizaruna das narrativas mais conhecidas sobreamizade amorosa não correspondida .


 

🎞️ O GRANDE ARCO DE PARIS

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O drama franco-dinamarquês revisita ahistória real acerca desum monumento icônico na Paris moderna.O presidenteFrançois Mitterrand lançaum concurso internacional anônimo visando completar oeixo monumental unindoo Louvreao Arco do Triunfo.Contra todas as expectativas,o projeto escolhido pertenceuao arquiteto dinamarquês Johan Otto von Spreckelsen(Claes Bang,”O Homem do Norte”),praticamente desconhecido na Françae sem experiência relevantepara executarobras dessa magnitude.Spreckelsen deixaa Dinamarca assumindo um colossalprojeto situado no distrito financeiro La Défense crendoque poderá manter intacta pureza geométrica deseu design .A realidade francesa logo impõe outra dinâmica : limitações técnicas,burocráticas,e disputas políticas começam afazer modificações nos seus planos.Paul Andreu(Swann Arlaud,”Anatomia De Uma Queda “) surge entre profissionais encarregadosde transformar concepçãoem construçãoenquanto Jean-Louis Subilon(Xavier Dolan,”Mommy “) representa elo entre arquitetura epoder .

Stéphane Demoustier(“Borgo”) adaptaor romance”La Grande Arche”,de Laurence Cossé,inspiradono percurso desenhado por Spreckelsen.A produção participou da mostraUm Certo Olhar(Un Certain Regard)do FestivalCannesexpondo conflito realentre arquitetoe aparato estatal demonstrandocomo projeto concebido individualmente passa submeter-se exigências governamentais antes dase tornar patrimônio público .


 

🎞️ NÂO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS

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Este documentário brasileiro acompanha Bizza,Juraildee Socorro,três moradorasdo Sol Nascente ,no Distrito Federal,sendo responsáveispor uma das Cozinhas Solidárias criadas pelo Movimento TrabalhadoresSem Teto.Diante da posse do terceiro mandato Luiz InácioLulaDaSilva ,elas enfrentam tarefa preparar refeições centenasde integrantesmovimentoque irão atéBrasília acompanhar cerimônia.Trabalho transformaoperação cotidiana combate fome mobilizaçãode escala muito maior .

Marcos NepomucenoPedroCharbel acompanham preparativos sem abandonarvida particulartrês cozinheiras.A través compras,panelas,equipeorganização distribuiçãorefeiçãoelas relatamcomo chegaram movimento conquistaram militância moradia quais planos mantêm fora cozinha.Filme alterna entrevistascom funcionamento diáriosda organizaçãomostrandoque protagonistas conduzem narrativa .

A produção já circulava festivais antes chegara circuitocomercial.Na MostraBrasília56ºFestivalBrasíliaCinemaBrasileiro,vencerampremiodemelhorlongapopularjuri oficialrecebendo menção honrosa juri.Posteriormente conquistou prêmio públicoMostra Ecofalante .


 

🎞️ GONZAGUINHA,DAMAIORLIBERDADE

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Esse documentário musical brasileiro explora trajetória Gonzaguinha enfocandorelacionamentoentre suascançõesrealidade política socialpaís.Filho LuizGonzaga,cantorfundoucarreira independentefigura pai transformandocotidiano desigualdade,trabalho,repressão temas músicascomo“Comportamento Geral”,“Começaria Tudo Outra Vez”“O Que É O Que É?”.Durante ditadura militar,másde50suascomposiçõesforam censuradas .

Susanna Lira(“Fernanda Young:Foge-meao Controle”) organiza narrativa principalmente partirvozdopróprioartista usandovídeos,fotografias,fotogramasentrevistasarquivo.Umproblema documental levou solução incomum:dduas entrevistasdecisivassobreviveu textoconcedidas Gonzaguinhajornal“O Pasquim”.Como diretoranão encontrou áudios originaisconvocouAndré Dale(“HomemcomH”) interpretar cantor reencenar trechosconversas mantendo palavrasregistradas publicações .

A pesquisa roteiro RodrigoAlzuguir,montagemÍtaloRocha evitam estruturarlonga biografia cronológica convencional.A abordagem rendeu reconhecimento:listaproduçãovenceuKikito MelhorLonga-MetragemDocumentalFestivalGramadoalémpremiodocumentário narrativoin LosAngelesBrazilianFilmFestival .

By Bauru Report

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