Pipoca em Alta: A Chegada do Primeiro Filme de Terror da DC e um Herói Brasileiro nas Telonas

Na quinta-feira, 22 de outubro, o DC Studios apresenta seu primeiro filme de terror intitulado “Cara-de-Barro”, que se destaca como a principal estreia do dia. Além dele, a programação inclui o super-herói brasileiro “Overman” e mais duas produções de horror, uma delas dirigida pelo criador de “Invasão Zumbi”. Também há uma continuação não oficial de “A Rede Social” e o retorno do cineasta Greg Araki com sua nova obra provocativa, além de várias opções voltadas para o público infantil. Veja os detalhes abaixo.


 

🎞️ CARA-DE-BARRO

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O novo filme da DC Studios inverte a perspectiva ao colocar um dos vilões icônicos do Batman no papel principal em uma narrativa sombria. A trama gira em torno de um ator que, após um ataque violento, fica sem rosto e se transforma em uma entidade capaz de adotar diversas aparências. Essa abordagem conecta os quadrinhos a clássicos góticos como “O Fantasma da Ópera”, além de filmes que exploram a deterioração corporal, similares a “A Mosca” e “A Substância”.

Tom Rhys Harries, conhecido por seu papel em “White Lines”, interpreta Matt Hagen, que deixa as ruas de Gotham para brilhar como estrela de Hollywood. Sua trajetória é interrompida quando ele é brutalmente agredido por membros do crime organizado e desfigurado. Abandonado pelos responsáveis por sua imagem pública, Hagen busca a ajuda da cientista Caitlyn Corr, interpretada por Naomi Ackie (“Pisque Duas Vezes”), que desenvolveu um tratamento experimental para restaurar sua aparência. Embora o procedimento seja bem-sucedido, ele provoca mudanças inesperadas no corpo de Hagen e distorce sua percepção da realidade. À medida que descobre suas novas habilidades corporais, ele se envolve em um ciclo perigoso de violência e vingança contra aqueles que transformaram sua vida em um pesadelo.

O filme é dirigido por James Watkins (“Não Fale o Mal”), com roteiro de Mike Flanagan (“Doutor Sono”), ambos reconhecidos no gênero do terror. Com um orçamento estimado em US$ 40 milhões, a produção utiliza efeitos práticos e violência explícita típicos do gênero. O enredo explora a ironia de um homem que ganha a habilidade de mudar sua identidade após perder a própria aparência e reflete sobre a obsessão pela beleza na indústria cinematográfica, que frequentemente descarta artistas envelhecidos ou desfigurados. O resultado final gerou opiniões divergentes entre críticos, mas não se compara aos fracassos das adaptações dos vilões do Homem-Aranha feitas pela Sony.


 

🎞️ O OUTRO LADO DAS REDES

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Ao retornar após dezesseis anos desde que escreveu “A Rede Social”, Aaron Sorkin explora agora as repercussões sociais e políticas da ascensão do Facebook. Além de roteirista, Sorkin assume também a direção nesta nova obra. O filme deixa de lado as disputas entre os fundadores da plataforma para dar foco à engenheira Frances Haugen (Mikey Madison), que vazou documentos internos mostrando como os algoritmos da empresa impactam na disseminação de informações prejudiciais.

A trama baseia-se em fatos reais e segue Haugen enquanto ela se torna ciente das pesquisas realizadas pelo Facebook sobre os efeitos psicológicos da plataforma nos usuários e como isso contribui para a desinformação e radicalização política. Incomodada com o contraste entre as descobertas internas e o discurso público da companhia, ela contata Jeff Horwitz (Jeremy Allen White), repórter do “The Wall Street Journal”, para expor essas informações sigilosas. A investigação enfrenta diversos desafios jurídicos e pessoais enquanto Zuckerberg (Jeremy Strong) tenta justificar as ações da empresa sob pressão externa.

Este thriller revela os bastidores de uma denúncia jornalística sobre o poder das gigantes tecnológicas contemporâneas. Sorkin mantém seu estilo característico com diálogos rápidos e debates acalorados entre indivíduos e instituições, agora com uma narrativa onde as consequências da busca desenfreada pelo engajamento digital têm impactos políticos reais. A invasão ao Capitólio americano em janeiro de 2021 é mencionada como parte das discussões sobre responsabilidade das plataformas digitais.

A diferença principal em relação ao filme anterior reside na natureza dos conflitos apresentados: enquanto “A Rede Social” focava na ambição pessoal e rivalidades durante o surgimento da fortuna do Facebook, esta nova narrativa analisa uma corporação já estabelecida capaz de influenciar bilhões globalmente. A história flui com agilidade e destaca a performance intensa de Madison; no entanto, sua atenção centrada nos escândalos americanos limita sua representação dos problemas globais envolvidos. Mesmo assim, essa investigação oferece um contraponto ao argumento empresarial segundo o qual as consequências sociais dos algoritmos seriam incontroláveis.


 

🎞️ I WANT YOUR SEX

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Gregg Araki retorna ao cinema após mais de dez anos com uma comédia erótica que critica tanto o mercado artístico quanto as dinâmicas entre gerações. Olivia Wilde interpreta Erika, uma artista provocadora que seduz seu jovem assistente transformando-o em amante. Cooper Hoffman vive esse assistente ingênuo que confunde oportunidade profissional com realização pessoal.

Atraído pela personalidade carismática de Erika, ele se vê envolvido em experiências cada vez mais além dos limites profissionais estabelecidos inicialmente, levando-o a uma relação marcada por dominação e submissão. As exigências impostas por Erika afetam sua vida amorosa com Minerva (Charli XCX) e sua amizade com Apple (Chase Sui Wonders). As complicações aumentam à medida que intrigas pessoais e traições surgem juntamente com uma investigação criminal.

No entanto, apesar desse pano de fundo explosivo, o filme se destaca mais como uma crítica às relações de poder e à comercialização do desejo do que como um thriller policial convincente; sua trama perde força conforme avança para o clímax final. Wilde brilha na narrativa ao criar uma personagem sedutora mas narcisista enquanto Hoffman traz vulnerabilidade ao seu papel.

A direção recupera elementos visuais vibrantes e humor irreverente característicos da filmografia anterior de Araki, agradando à crítica pela originalidade frente ao cinema comercial contemporâneo. Lançado no Festival Sundance, obteve 92% de aprovação no Rotten Tomatoes.


 

🎞️ ZONA ZERO

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Após dez anos desde seu sucesso com “Invasão Zumbi”, Yeon Sang-ho volta ao gênero zumbi apresentando uma nova ameaça biológica capaz de modificar constantemente os infectados. Este longa foi exibido na seção meia-noite do Festival de Cannes 2026 substituindo um cenário ferroviário por um edifício isolado durante uma conferência científica. No elenco estão Jun Ji-hyun (“Kingdom: Ashin do Norte”), Ji Chang-wook (“A Pior das Maldades”) e Koo Kyo-hwan (“D.P.: Dog Day”).

A professora Se-jeong (Jun Ji-hyun) participa dessa conferência sobre biotecnologia quando um vírus experimental se dissemina rapidamente entre os presentes, levando as autoridades a isolar todos dentro do local – cientistas, funcionários e convidados ficam presos junto aos infectados. O grupo logo percebe que eles são capazes de sofrer mutações constantes desenvolvendo comportamentos coletivos que tornam estratégias anteriores ineficazes.

A inovação está na forma como esses infectados compartilham informações entre si evoluindo coletivamente para se tornarem uma ameaça inteligente organizada. A narrativa inverte convenções tradicionais associadas aos zumbis: estas criaturas não são apenas hordas irracionais mas sim seres adaptativos aprendendo rapidamente sobre estratégias humanas para sobreviverem às ameaças externas. Yeon aproveita essa característica para renovar situações tensas envolvendo perseguições e combates onde essas criaturas superam obstáculos inesperados, resultando numa combinação impactante entre horror físico intenso e reflexões acerca dos perigos da manipulação biotecnológica.

A produção alcançou 81% de aprovação no Rotten Tomatoes perto do reconhecimento obtido pelo diretor anteriormente com seu clássico zumbi; embora os personagens careçam da profundidade encontrada nos sobreviventes daquele filme anterior, as sequências criativas das criaturas unidas à precisão nas cenas ação sustentam todo espetáculo visual apresentado.


 

🎞️ A CAIXA DO DEMÔNIO

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O diretor alemão Daniel Stamm continua suas incursões em filmes sobrenaturais econômicos nesta nova produção inspirada em episódios do podcast “Knifepoint Horror”. Carla Gugino interpreta Ellen Hershbergen – mulher que acolhe seu primo traumatizado após a morte da mãe dele enfrentando eventos inexplicáveis na pequena cidade onde vivem.

Ellen oferece abrigo ao primo Winthrop (Lou Taylor Pucci), veterano marcado por experiências traumáticas militares logo após chegar à cidadezinha tranquila onde reside após perder sua mãe. Contudo ocorre então uma série estranha manifestações aterrorizantes levando Ellen questionar se aquilo está ligado aos traumas dele ou se existe alguma entidade sobrenatural por trás disso tudo? À medida que essas manifestações aumentam em intensidade ela passa a perceber quão perigoso pode ser proteger Winthrop nessa situação estranha.

Stamm retoma elementos conhecidos dos seus trabalhos anteriores utilizando fenômenos sobrenaturais refletindo conflitos psicológicos internos complexos sob tensão crescente gerada pelo isolamento dos personagens nesse ambiente hostil repleto paranoia mútua entre eles mesmos! Embora explore clichês familiares dentro deste tipo narrativo encontra-se originalidade nas motivações afetivas impulsionando Ellen seguir adiante mesmo percebendo riscos crescentes envolvidos!




 

🎞️ OVERMAN

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Muito antes deste boom atual no universo dos super-heróis Laerte Coutinho já fazia críticas incisivas sobre este tema através do personagem Overman – retratando questões sociais através das lentes humorísticas próprias dela! Criado originalmente em 1998 nas páginas da Folha De São Paulo agora chega às telonas pelas mãos do diretor Tomás Portella (“Impuros”) interpretado por Caco Ciocler (“Vale Tudo”). Essa comédia vai além valorizando aspectos críticos presentes nos quadrinhos transportando-os diretamente para contextos políticos complexos!

No centro desta narrativa está nosso protagonista lidando simultaneamente com crises financeiras existenciais intensificadas por alcoolismo vícios compulsivos incapacidade relacionamentos afetivos saudáveis! Sua sorte parece mudar quando recebe oferta governamental cargo Secretaria Segurança Pública permitindo uso oficial poderes! Porém essa nova trajetória revela esquemas corruptos adversários profissionais inesperados incluindo Pâmela Mulher Cachorro(Karina Ramil) competindo diretamente admiradores públicos!

A adaptação aqui inova desconstruindo noção tradicional masculinidade heroica apresentando homem imaturo ressentido ameaçado sucesso mulher atuando melhor função semelhante! Humor absurdo permeia toda obra criando conexões interessantes entre quadrinhos corrupção política masculinidade tóxica destacando fragilidade mediocridade protagonista desafiando fantasias infalíveis super-heróis!


 

🎞️ AO SABOR DAS CINZAS

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No drama brasileiro dirigido por Taciano Valério (“Espumas Ao Vento”) acompanhamos desaparecimento corpo patriarca enquanto neta planeja denúncia crimes familiares! Ambientado agreste pernambucano mistura humor macabro segredos revelações surreais! Este projeto estreou Mostra Tiradentes deste ano trazendo nomes como Everaldo Pontes(“O Rei Da Feira”), Verônica Cavalcanti(“Fiz Um Foguete Imaginando Que Você Vinha”), Maria Lima principais papéis!

Bethânia(Cavalcanti) Laura(Lima) precisam decidir destino corpo pai(Pontes), porém discordam até mesmo local sepultamento correto! Quando cadáver some hospital irmãs devem deixar diferenças lado procurar pistas estrada interior! Paralelamente Isadora(Isadora Gibson) filha Bethânia elabora vídeo denunciando atividades criminosas envolvendo avô pai ameaçando reputação família toda buscando morto cresce absurdos!

Valério utiliza sumiço cadáver expor segredos obscuros patriarca mantidos ocultos longamente criando momentos hilários dentro atmosfera tensa porém unidade proposta acaba comprometida excesso tramas mudanças bruscas tom dificultam fluidez narrativa equilibrada entre sátira familiar crítica social!


 

🎞️ MESTRE ZU

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No documentário realizado por Zelito Viana (“Villa-Lobos: Uma Vida De Paixão”), homenageamos Zuenir Ventura jornalista escritor falecido setembro passado aos 95 anos poucos meses após assistir trabalho final cineasta! Exibido Festival É Tudo Verdade abril chega cinemas registrando história imprensa brasileira últimas sete décadas trazendo relatos emocionantes amigos familiares antigos companheiros redação reconstruindo episódios marcantes vida Zuenir!

Pessoas renomadas como Míriam Leitão Arthur Dapieve Joaquim Ferreira Santos Ancelmo Gois Paulinho Viola compartilham lembranças preciosas imagens arquivo depoimentos íntimos homenageado! Filho pintor paredes começou trabalhar ainda criança chegou jornalismo arquivista Tribuna Da Imprensa transitou ditadura militar redemocratização transformações país destacando renovação jornalismo cultural Jornal Do Brasil também autor livros fundamentais entender trajetória recente Brasil tais quais “1968: O Ano Que Não Terminou” “Cidade Partida”!

Cercados intimidade diretor biografado possibilitam retratos afetuosos pouco contestáveis repletos recordações raramente vistas biografias convencionais mérito principal reside apresentar trabalho Zuenir parte história coletiva formada jornalistas artistas personagens contribuíram transformação país preservação memória ultrapassa trajetórias individuais homenageados mantendo viva importância legado deixado todos envolvidos neste ofício nobre!


 

🎞️ DANIEL E A FORNALHA ARDENTE

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No épico bíblico produzido pelos irmãos canadenses Daniel Matthew Kooman Mena Massoud estrela profeta Daniel trazendo vida passagem Antigo Testamento resistindo autoridade religiosa rei Nabucodonosor Babilônia vivido Elijah Alexander(“The Chosen”) !

Narrativa começa conquista Jerusalém ano 605 AC quando Daniel amigos Sadraque Mesaque Abede-Nego capturados levados corte babilônica apesar condições cativos conquistam confiança rei despertando hostilidade autoridades locais situação agrava quando Nabucodonosor exige todos curvarem diante imagem sagrada recusa três amigos resulta condenação morte fornalha onde sobrevivência desafia poder monarca!

A história segue tradição épicos religiosos convertendo episódio escrituras confronto fé autoridade política cuidado figurinos ambientação procura dar escala cinematográfica produção independente enquanto Massoud entrega protagonista convicções inabaláveis personagens entretanto possuem pouca margem contradições estabelecendo desde cedo quem representa virtude quem encarna opressão resultado privilegia impacto espiritual milagre identifica público religioso sem aprofundar tensões históricas envolvidas!

 

🎞️ MEU VERÃO NA SICÍLIA

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Premiado Festival Locarno 2025 primeiro longa-metragem italiana Margherita Spampinato utiliza férias criança Sicília explorar confronto gerações crenças formas compreender vida Aurora Quattrocchi vencedora prêmio interpretação festival suíço vive idosa religiosa recebe casa sobrinho-neto acostumado tecnologia liberdade urbana jovem Marco Fiore interpreta menino historiador contrapõe universo digital contemporâneo tradições populares sul Itália!

Nico enviado pais passar verão tia Gela vive sozinha antiga residência siciliana acostumado celular estímulos constantes garoto enfrenta dificuldades aceitar rotina marcada rituais religiosos superstições histórias santos espíritos convivência começa discussões desentendimentos porém descoberta hábitos tia amizades crianças região transforma gradualmente percepção ambiente Gela também precisa adaptar certezas presença alguém cresceu mundo diferente dela!

Filme encontra qualidade relação Quattrocchi Fiore construída pequenos conflitos domésticos silêncios descobertas diretora evita transformar idosa caricatura conservadorismo religioso menino símbolo automático modernidade ambos apresentam contradições aproximação acontece quando começam reconhecer solidão necessidades afetivas outro fotografia ambientes sicilianos ritmo contemplativo reforçam contraste pressa infância contemporânea passagem lenta tempo comunidade tradicional!


 

🎞️ WILLOW E A FLORESTA ENCANTADA

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A fantasia infantil alemã inspira-se série livros Sabine Bohlmann contar aventura bruxaria amizade preservação ambiental narrativa dirigida Mike Marzuk(“Os Cinco Amigos”) acompanha menina descobre poderes mágicos herdar floresta ameaçada desmatamento Ava Petsch interpreta protagonista versão brasileira voz influenciadora Emilly Vick!</

By Bauru Report

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