Após o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes em uma emboscada na avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, a Polícia Civil de São Paulo identificou um segundo suspeito envolvido no crime. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, revelou a informação durante uma entrevista coletiva na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), onde está sendo realizado o velório de Ferraz.
Os dois suspeitos foram identificados e a polícia irá solicitar a prisão temporária de cada um deles. A força-tarefa criada para capturar os responsáveis pelo assassinato continua ativa, segundo Derrite.
“Após investigação minuciosa no local, identificamos um segundo suspeito envolvido no assassinato do Dr. Ruy Ferraz. Vamos pedir a prisão temporária de ambos os identificados”, afirmou Derrite em seu comunicado.
O primeiro suspeito, que já havia sido identificado anteriormente, continua em liberdade. O secretário revelou que ele possui um histórico criminal com passagens por roubo, tráfico de drogas e atos infracionais na adolescência.
Derrite não forneceu detalhes sobre a participação de cada suspeito no crime para não atrapalhar as investigações. A polícia avançou nas apurações após encontrar materiais que levaram à identificação em um dos veículos utilizados no crime. O carro dos criminosos, um Jeep Renegade, não foi registrado pelas câmeras de segurança.
Imagens de monitoramento mostram que Ferraz estava sendo perseguido por uma caminhonete Hilux antes de perder o controle de seu veículo, colidir com dois ônibus e ser morto por criminosos armados com fuzis. Os assassinos fugiram logo após o crime e o veículo utilizado foi encontrado incendiado a dois quilômetros do local.
O secretário afirmou que todos os envolvidos no atentado serão responsabilizados. Ele se reunirá com o governador de São Paulo antes de comparecer ao enterro do ex-delegado-geral.
A morte de Ferraz foi resultado de uma emboscada, e a perícia está auxiliando na identificação dos suspeitos.
