A Airbus apresentou na terça-feira (9) o helicóptero U145, uma nova aeronave que pode operar sem a necessidade de um piloto. Equipado com tecnologia avançada, incluindo sensores e inteligência artificial, o U145 foi exibido em um protótipo em tamanho real durante a feira aeroespacial ILA Berlin, realizada na Alemanha.
Os primeiros testes de voo estão programados para ocorrer no final de 2026, inicialmente com a presença de um piloto de segurança para lidar com possíveis emergências. A expectativa é que a aeronave entre em operação comercial no início da próxima década, quando será capaz de voar de forma totalmente autônoma, dispensando completamente painéis de controle e cabine.
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COMO O U145 FUNCIONA
A tecnologia central do U145 consiste em um conjunto inovador de sensores acoplados a um sistema de inteligência artificial. Essa combinação permite à aeronave identificar rotas, tomar decisões em tempo real e executar missões completamente autonomamente, sem qualquer intervenção humana durante o voo.
Dentre as inovações implementadas em relação aos modelos tradicionais, destaca-se a ausência total do cockpit. O espaço habitualmente utilizado para os controles foi otimizado para aumentar a capacidade de carga da aeronave, resultando nas seguintes modificações estruturais:
- Porta frontal integrada ao nariz da aeronave para facilitar o acesso à carga
- Mesa de carregamento dobrável que simplifica o embarque e desembarque de suprimentos
- Piso plano dedicado, ideal para transporte de grandes volumes
- Peso máximo na decolagem de 3.800 kg, aproveitando a robustez da plataforma H145
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A estrutura modular do U145 possibilita sua reconfiguração para diversas funções além do transporte logístico, tornando-o uma opção versátil tanto para aplicações civis quanto militares em diferentes cenários.
PARA QUE SERÁ USADO
A Airbus prevê uma variedade extensa de usos para seu novo helicóptero. Confira as principais aplicações planejadas:
- Gestão de desastres: suporte logístico em áreas atingidas por desastres naturais
- Combate a incêndios: operações em locais remotos sem colocar equipes em risco
- Vigilância e reconhecimento: missões destinadas ao monitoramento e reconhecimento armado
- Aeronave-mãe: lançamento de drones menores durante o voo, em colaboração com a MBDA
- Operações mistas: cooperação com aeronaves tripuladas em missões conjuntas
BASE CONSOLIDADA
O U145 é baseado no H145, um dos helicópteros mais utilizados da Airbus, com mais de 1.800 unidades operacionais globalmente e mais de 8,5 milhões de horas voadas. Esta infraestrutura já estabelecida minimiza os riscos associados à certificação e acelera o processo até sua introdução no mercado, conforme análises do setor.
Aproveitando essa base sólida, Matthieu Louvot, CEO da Airbus Helicopters, ressaltou os objetivos do projeto: “O U145 proporciona aos nossos clientes uma versão autônoma e não tripulada do helicóptero H145, unindo a estrutura testada, potência e capacidade útil do H145 com a autonomia oferecida por um sistema aéreo não tripulado.”
Este é o segundo modelo tradicional convertido pela Airbus em uma plataforma não tripulada; o primeiro foi o VSR700, desenvolvido com base no helicóptero Cabri G2. Simultaneamente, a divisão americana da Airbus está criando o MQ-72C, uma versão autônoma do Lakota UH-72B voltada para as necessidades do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, em parceria com Shield AI, L3Harris Technologies e Parry Labs.
Via: g1
