O Wi-Fi 7 representa a versão mais rápida e sofisticada do padrão de conectividade sem fio disponível atualmente, embora nem todos os dispositivos sejam compatíveis com essa tecnologia. Os primeiros roteadores que suportam o Wi-Fi 7 foram lançados em 2023, mas o grande lançamento para o consumidor ocorreu no início de 2024, quando a Wi-Fi Alliance divulgou o programa Wi-Fi Certified 7. Esse programa assegura a interoperabilidade entre diferentes marcas e garante que os aparelhos certificados atendam aos requisitos essenciais do novo padrão.
Ainda é possível notar uma disponibilidade restrita de dispositivos que ofereçam suporte ao Wi-Fi 7 mais de dois anos após seu lançamento. De maneira geral, equipamentos que foram lançados antes de janeiro de 2024, exceto por alguns roteadores e poucos outros dispositivos, não são compatíveis com esta nova tecnologia. Portanto, se você está pensando em adquirir um roteador Wi-Fi 7, é importante verificar se seus dispositivos existentes são compatíveis, consultando as especificações fornecidas pelos fabricantes.
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SMARTPHONES FOI A CATEGORIA PIONEIRA NA ADOÇÃO
Os fabricantes de smartphones foram os primeiros a integrar o Wi-Fi 7. A Xiaomi foi uma das primeiras a lançar um dispositivo compatível, apresentando o modelo 13 Pro em dezembro de 2022, antes mesmo da chegada do primeiro roteador comercial com suporte ao novo padrão. Desde então, várias outras marcas têm adotado essa tecnologia em seus modelos topo de linha.
A seguir, confira alguns dos principais smartphones que já são compatíveis com Wi-Fi 7:
CATEGORIAS COMO TABLETS, NOTEBOOKS E CONSOLES TAMBÉM SÃO COMPATÍVEIS
A implementação do Wi-Fi 7 não se restringiu apenas aos smartphones; ela se estendeu a outros segmentos como tablets e computadores. Várias tablets premium da Apple, Samsung e OnePlus já estão equipadas com essa nova tecnologia. Nos computadores, notebooks e desktops que utilizam processadores das últimas gerações também estão começando a incluir o suporte ao novo padrão, embora isso ocorra principalmente nas faixas de preço mais elevadas.
Veja quais categorias de produtos já oferecem suporte ao Wi-Fi 7:
- Tablets: iPad Pro (M4), iPad Air (M3), Samsung Galaxy Tab S10 Ultra, Galaxy Tab S10+, OnePlus Pad 2
- Notebooks e desktops: modelos equipados com Intel Core Ultra Série 1 e 2, AMD Ryzen 9000/AI e Qualcomm Snapdragon X Elite/Plus Gen 1 e 2
- Consoles e dispositivos portáteis: PlayStation 5 Pro, MSI Claw 8 AI+, AYN Thor e AYN Odin 3
Para confirmar a compatibilidade de um aparelho com o novo padrão, recomenda-se consultar as especificações técnicas fornecidas pelo fabricante. O suporte pode ser indicado como Wi-Fi 7, Wi-Fi 802.11 be ou ainda como parte dos padrões anteriores (a/b/g/n/ac/ax/be). Se essas informações não estiverem disponíveis, é aconselhável contatar diretamente a fabricante do produto para esclarecimentos.
<strong.PRODUTOS QUE AINDA NÃO ADOTARAM O WI-FI 7
Apesar do avanço nos dispositivos de alta qualidade, muitos produtos ainda operam com padrões mais antigos. Smart TVs, relógios inteligentes, wearables e reprodutores de streaming continuam utilizando o Wi-Fi 6E ou versões anteriores. O mesmo se aplica às câmeras de segurança sem fio e aos dispositivos domésticos inteligentes que não requerem a largura de banda proporcionada pelo Wi-Fi 7; esses ainda usam chips menos onerosos.
A transmissão desses aparelhos envolve volumes baixos de dados; portanto, eles não necessitam da capacidade superior oferecida pelo novo padrão. Para os fabricantes dessas categorias específicas, incorporar o Wi-Fi 7 não é viável financeiramente neste momento já que aumentaria o custo dos produtos sem trazer benefícios significativos para os consumidores finais.
MOTIVOS PARA A LENTA ADOÇÃO DO WI-FI 7
A disseminação do Wi-Fi 7 enfrenta diversos desafios tangíveis. Um dos principais obstáculos é o licenciamento do espectro na faixa de frequência de 6 GHz: enquanto nos Estados Unidos essa faixa foi liberada para uso sem licença, muitos países da Europa, Ásia e América Latina ainda impõem restrições regulatórias que limitam a exploração completa dos recursos associados à banda. O Brasil se encontra nesse cenário restritivo, limitando os reais benefícios da tecnologia no país.
Outro aspecto relevante é a relação custo-benefício: atualmente, a velocidade média das conexões residenciais gira em torno de 300 Mbps enquanto o Wi-Fi 7 foi desenvolvido para suportar velocidades multi-gigabit. Para grande parte dos usuários comuns, um upgrade não apresenta uma justificativa financeira convincente. Além disso, os custos associados ao licenciamento das patentes essenciais ao padrão tornam sua inclusão em dispositivos mais acessíveis bastante desafiadora.
A expectativa é que à medida que os preços dos componentes diminuírem e as velocidades das conexões domésticas aumentarem gradualmente, o Wi-Fi 7 comece a aparecer em produtos mais acessíveis no mercado. Empresas como a Huawei estão investindo no aprimoramento da infraestrutura necessária para suportar o Wi-Fi 7 no Brasil; isso poderá acelerar a inclusão dessa tecnologia em uma gama maior de dispositivos nos próximos anos.
Fonte: bgr
