Mulher detida compartilha sua versão sobre a tragédia do rope jump que resultou na morte de um jovem

Uma das suspeitas relacionadas ao falecimento trágico de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, prestou depoimento à polícia. A jovem, conhecida como Duda, caiu em queda livre sem cordas da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo, em um acidente que ocorreu no dia 13 de junho.

Evelyne dos Santos Gonçalves foi presa alguns dias após a morte de Duda e relatou que apenas “ouviu o barulho” da queda. Segundo sua declaração, ela não testemunhou o momento do salto, mas notou a reação de espanto tanto do público quanto dos instrutores presentes.

A suspeita foi detida por obstruir a investigação. Ela era encarregada do cadastro dos participantes dos saltos e da edição e publicação de vídeos nas redes sociais.

Em seu depoimento à delegada Andrea Dantas Levy, Evelyne descreveu o incidente como uma “fatalidade” e afirmou que não escutou os avisos sobre a falta de cordas durante o salto de Duda. Ela explicou que estava em um local separado onde realizava o cadastro e não tinha uma visão direta da plataforma utilizada para os saltos.

“Como eu vejo a confiança e a experiência que eles têm nesse esporte ao longo dos anos com diversas equipes, realmente considero isso uma fatalidade, porque é difícil entender o que ocorreu”, comentou Evelyne ao se referir aos instrutores envolvidos.

Ela continuou: “A única coisa que ouvi foram gritos dizendo: ‘Meu Deus’. Escutei o som da queda e, ao me levantar, vi Maicon e Felipe na plataforma com as mãos na cabeça. Perguntei o que aconteceu e eles responderam que não sabiam; ambos estavam em estado de choque.”

“Depois de cerca de meia hora, ouvi os gritos do acompanhante de Maria Eduarda. Foi um tipo de grito que faz você pensar que vai desmaiar. Pedi ajuda pelo rádio, dizendo: ‘Estou sozinha aqui, preciso de apoio’”, acrescentou Evelyne. “Os meninos chegaram rapidamente e perguntei o que havia acontecido. Ninguém sabia; todos estavam em estado de choque.”

“Eu sempre dizia a eles que não havíamos deixado o local em nenhum momento. Ninguém fugiu. O Felipe desceu para fazer massagem cardíaca; estávamos ali aguardando para esclarecer tudo. Reiterava que qualquer consequência seria assumida por nós; não houve intenção alguma”, completou a mulher.

Atualmente, seis pessoas estão sob custódia. Entre os detidos estão os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves, além de três outros indivíduos suspeitos de organizarem o evento: João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva, Evelyne dos Santos Gonçalves e Gabriel Barros Martins.

Assista

https://x.com/Metropoles/status/2069780020705296706

Novo avanço na investigação

A polícia avançou em suas investigações sobre a morte trágica de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.

No decorrer das apurações, foi revelado que João Antônio Pivetta Ribeiro da Silva é um dos presos acusados de remover a câmera GoPro acoplada ao braço da vítima.

No início das declarações prestadas por outros instrutores, houve uma negação sobre qualquer ato intencional relacionado ao desaparecimento da GoPro usada por Maria Eduarda. Contudo, testemunhas afirmaram ter visto alguém retirando a câmera, que permanece desaparecida até o momento.

By Bauru Report

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