Cerca de 500 funcionários da Caixa se mobilizam em protesto na Avenida Paulista em apoio à greve

Os funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF) continuam em greve há 15 dias, e a situação ganhou um novo capítulo. Nesta quinta-feira (24), a instituição protocolou um dissídio no Tribunal Superior do Trabalho (TST), mesmo após as tentativas do Comando Nacional dos Bancários de alcançar um acordo negociado para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que abrange os empregados do banco estatal.

Neiva Ribeiro, presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das líderes do Comando Nacional, comentou sobre a situação: “A Caixa enviou um comunicado pela manhã informando que entrou com o dissídio. Este não era o caminho desejado por nós. Já havíamos alertado para esse risco. O Comando Nacional se reunirá novamente para discutir e orientar os próximos passos”.

No mesmo comunicado, a Caixa também mencionou a solicitação de uma “medida excepcional e temporária para prorrogar os benefícios oferecidos aos empregados nas mesmas condições vigentes até 31/08/2026, enquanto o julgamento estiver em andamento”.

Isso implica na continuidade da ultratividade dos direitos estabelecidos no último ACT. O banco acrescentou que essa “medida não indica o fim das negociações”.

A visão sobre o ajuizamento

Luiza Hansen, coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), expressou sua posição sobre o dissídio: “A Contraf-CUT já havia solicitado ao banco que as negociações prosseguissem, e esse pedido permanece válido. É lamentável que tenha sido protocolado o dissídio; ainda defendemos um retorno à mesa de negociação, pois acreditamos que esse é sempre o melhor caminho para encontrar soluções. O ajuizamento nunca é a melhor opção e pode acarretar sérios prejuízos, especialmente durante o julgamento. Temos esperança de que seja possível avançar na conciliação”.

Ela enfatizou que a Contraf-CUT sempre priorizou a negociação como uma solução ideal para preservar direitos e promover avanços, observando que o ajuizamento limita a capacidade da categoria de influenciar nas decisões.

“No entanto, estaremos atuando no dissídio para garantir que todos os direitos sejam mantidos, pois analisando os julgamentos anteriores, existe um grande risco de perda desses direitos”, finalizou.

By Bauru Report

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