No final de 2025, a China alcançou uma capacidade de computação inteligente de 1,59 milhão de PFLOPS, consolidando-se como o segundo maior polo global em processamento dedicado à inteligência artificial. Essa informação foi revelada pela Administração Nacional de Dados (NDA) no Relatório de Desenvolvimento da China Digital 2025.
Mas qual é a implicação disso na prática?
A capacidade computacional pode ser entendida como a quantidade e a potência dos motores que impulsionam a economia digital. É por meio de supercomputadores e centros de dados que se treinam sistemas de inteligência artificial, se armazenam dados, se processam serviços online e se realizam pesquisas científicas.
Quanto maior for essa capacidade, mais rapidamente um país pode desenvolver modelos de IA, criar inovações tecnológicas e fornecer serviços digitais. Um PFLOP equivale a um quatrilhão de operações por segundo. Com uma impressionante infraestrutura capaz de operar 1,59 milhão de PFLOPS, a China é capaz de realizar uma enorme quantidade de operações simultaneamente.
Ao término de 2025, o país contava com mais de 13,7 milhões de racks — estruturas que suportam servidores — além de ter estabelecido 42 grandes centros focados em computação para inteligência artificial.
Um total superior a 1.100 instalações passou a ser monitorado por uma plataforma nacional, possibilitando o compartilhamento eficiente de recursos entre diversas regiões e setores econômicos.
Esse imenso poder computacional é aplicado em várias áreas, incluindo pesquisa científica, serviços públicos, indústrias, robótica inteligente e no desenvolvimento de novos modelos de inteligência artificial.
A incorporação dessas tecnologias também viu um aumento significativo entre os cidadãos. A China contabilizou 602 milhões de usuários utilizando ferramentas generativas de IA, como assistentes virtuais e aplicativos capazes de criar textos, imagens e vídeos. Esse total representa um crescimento expressivo de 141,7% em comparação ao ano anterior.
Simultaneamente, o país está empenhado em tornar essa infraestrutura mais sustentável energeticamente. Mais de 160 centros computacionais obtiveram certificações que atestam seu baixo impacto em carbono, e a eficiência energética média das instalações teve avanços significativos em 2025.
Conforme indicado no relatório, os planos para os próximos anos envolvem o uso da inteligência artificial para modernizar setores tradicionais da economia e fomentar áreas emergentes como a indústria de semicondutores, robótica avançada e a chamada economia de baixa altitude, que abrange tecnologias como drones e veículos aéreos autônomos.
O governo chinês visa aumentar a contribuição das indústrias digitais para alcançar 12,5% do Produto Interno Bruto (PIB), transformando assim a economia digital em um dos principais motores do crescimento econômico do país.
